Convocado por Ancelotti pela primeira vez, atacante do Santos deve atuar mais centralizado no ataque da Seleção.
Um dos maiores pontos de curiosidade da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 é a função que Neymar vai exercer dentro de campo. Depois de não ter sido chamado nas convocações anteriores de Carlo Ancelotti, sempre por motivos físicos, o camisa 10 do Santos foi incluído na lista final do Mundial e vai disputar sua quarta Copa. Em entrevista coletiva após o anúncio dos convocados, o treinador italiano surpreendeu ao revelar que pretende usar o atacante “como um atacante mais centralizado”, uma função diferente daquela que Neymar vem exercendo no clube. A escolha levanta uma dúvida natural entre os torcedores: como um jogador que atua no Santos como um camisa 10 clássico, buscando a bola no meio-campo, vai se adaptar a um papel mais próximo da área adversária na Seleção.
O que muda na função de Neymar entre Santos e Seleção
No Santos, Neymar tem atuado de forma diferente do que fazia em fases anteriores da carreira. O jogador assumiu características de um camisa 10 tradicional, recuando para buscar a bola no meio de campo e participando ativamente da construção das jogadas, em vez de ficar restrito às áreas mais adiantadas do campo. Essa função dá a ele mais liberdade para tocar na bola com frequência, mas também o afasta da linha de frente do ataque, onde historicamente concentrou boa parte da sua produção de gols ao longo da carreira.
Ancelotti, porém, indicou um caminho distinto para a Copa do Mundo. Ao definir Neymar como uma espécie de falso 9, o treinador sinaliza a intenção de aproveitar a capacidade do jogador de se infiltrar entre os zagueiros adversários e finalizar mais próximo do gol, função que jogadores como Vinicius Júnior também já exerceram em outras oportunidades pela Seleção. O próprio comandante da equipe não deixou claro se pretende utilizar Neymar como titular ou como opção durante o jogo, o que mantém aberta a discussão sobre como o esquema tático do Brasil vai se organizar ao redor do jogador mais experiente do grupo nesta Copa.
Por que a presença de Neymar tem peso além do aspecto técnico
A convocação de Neymar carrega um valor que ultrapassa a disputa por uma posição na equipe titular. Depois de ficar de fora das convocações anteriores, sua presença na lista final reforça a liderança de um grupo que reúne nomes com pouca experiência em Copas do Mundo pela camisa da Seleção. Junto de jogadores como Alisson, Casemiro e Marquinhos, Neymar passa a integrar o grupo de referências que a comissão técnica espera que assumam responsabilidade em momentos decisivos do torneio.
O ataque brasileiro também sofreu baixas importantes antes da Copa, com as ausências de Estêvão e Rodrygo por lesão, o que aumentou a pressão sobre os jogadores disponíveis. Nesse cenário, o setor ofensivo do Brasil deve ser formado, na maior parte do tempo, por Matheus Cunha como articulador, Vinicius Júnior alternando entre a ponta esquerda e a função de falso 9, e Raphinha em uma das pontas, com Igor Thiago servindo como opção mais centralizada saindo do banco. A entrada de Neymar nesse contexto adiciona uma camada extra de variação tática para Ancelotti utilizar conforme a necessidade de cada partida.
Com o Brasil já classificado para as oitavas de final depois da vitória sobre o Japão, a forma como Neymar vai se encaixar no time deve ficar mais clara nos próximos jogos do mata-mata. A definição de Ancelotti sobre uma função mais centralizada para o camisa 10 do Santos indica que o treinador vê no jogador uma peça de finalização, não apenas de criação, o que pode mudar a leitura que os adversários fazem da Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo.
Fontes:
https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/selecao-brasileira/ancelotti-surpreende-ao-indicar-posicao-de-neymar-na-copa-do-mundo-de-2026/
https://trivela.com.br/copa-do-mundo/brasil-convocacao-ancelotti-neymar-respostas-duvidas/
