Gol de Ferran Torres decide a decisão contra a Argentina de Messi no MetLife Stadium e devolve à Espanha o título que não erguia desde 2010.
A Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim neste domingo, dia 19 de julho, com a Espanha erguendo a taça pela segunda vez em sua história. No MetLife Stadium, em Nova Jersey, a seleção espanhola superou a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, em uma final equilibrada que só foi decidida nos minutos finais da etapa extra. O resultado encerra dezesseis anos de espera pelo segundo troféu mundial espanhol, conquistado pela primeira vez na África do Sul, em 2010. Para os argentinos, fica a frustração de não alcançar o quarto título e de ver Lionel Messi encerrar sua trajetória em Copas do Mundo com uma nova decisão perdida. A seguir, os detalhes de como o duelo foi decidido e o que essa conquista representa para o futebol europeu.
Como saiu o gol da vitória espanhola
O único gol da partida saiu logo no início do segundo tempo da prorrogação, em uma jogada iniciada por Pedro Porro pela direita. O lateral cruzou na medida para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para a segunda trave, encontrando Ferran Torres em posição privilegiada. O atacante finalizou de perna esquerda, sem chances de defesa para Emiliano “Dibu” Martínez, garantindo a vantagem que a Espanha soube administrar até o apito final. A jogada resume bem o que foi a campanha espanhola na competição: um time que aposta na troca de passes rápida pelos lados do campo e na precisão dos cruzamentos para desequilibrar defesas organizadas. GC Mais
O time argentino teve dificuldades para criar chances claras ao longo da decisão e viu a missão ficar ainda mais difícil após a expulsão de Enzo Fernández, autor de gols importantes na campanha alviceleste contra Egito e Inglaterra, aos 45 minutos do segundo tempo normal. Com um jogador a menos, a Argentina de Messi praticamente não conseguiu finalizar ao gol durante a prorrogação, o que deixou a seleção mais apática justamente no momento em que precisava reagir. A combinação de um adversário mais numeroso e um time desgastado emocionalmente após uma campanha longa selou o destino da final. Terra
O que a conquista significa para Espanha e Argentina
Para a seleção espanhola, o título reforça um ciclo vitorioso que já havia sido coroado com a Eurocopa de 2024, consolidando o time como uma das principais forças do futebol mundial na atual geração. A conquista também amplia a distância que separa a Espanha de outras potências europeias em número de títulos recentes, algo que tende a valorizar ainda mais o modelo de formação de jogadores adotado pelo país nas últimas duas décadas. Nomes como Pedro Porro e Nico Williams, decisivos no lance do gol, despontam como novos protagonistas dessa geração que sucede a de Iniesta e Xavi.
Do lado argentino, a derrota representa o fim de uma trajetória que já havia rendido o título de 2022, no Qatar, e reacende o debate sobre o futuro da seleção após a saída de Messi das Copas do Mundo. O camisa 10 chega aos 39 anos com dois títulos mundiais no currículo (2022 como campeão e 2026 como vice), além de ter perdido a artilharia da competição para outro nome, o que frustra a expectativa de encerrar a carreira com números ainda mais expressivos. A Inglaterra, terceira colocada após vencer a França por 6 a 4 no sábado, também fecha a Copa em alta, mostrando o crescimento do torneio disputado em três países da América do Norte.
A final deste ano reforça um padrão observado nas últimas edições da Copa do Mundo: decisões cada vez mais disputadas, resolvidas em detalhes técnicos e lances de bola parada. Para o torcedor brasileiro, a repetição do nome espanhol no topo do pódio também serve de referência, já que o próximo ciclo da Seleção Brasileira, sob comando de Carlo Ancelotti, mira justamente reduzir a distância para equipes como a que acaba de ser coroada campeã. Fontes: GCMais e Terra Esportes.
