A recente absolvição do médico radiologista Gustavo Khattar de Godoy em um processo ético-profissional junto ao Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP) representa um desfecho importante para a sua carreira e reputação. A decisão declarou a inexistência de provas suficientes para sustentar sua culpabilidade no caso em questão, consolidando sua absolvição definitiva.
O processo envolveu investigações sobre as condições operacionais do Complexo Hospitalar Prefeito Edivaldo Orsi (Ouro Verde), com relatórios de vistorias que apontavam uma progressiva deterioração dos serviços médicos. Entre os problemas identificados, estavam a redução de leitos, atrasos no pagamento de honorários e dificuldades na composição das escalas de plantão. Essas irregularidades geraram consequências significativas para o atendimento da população e levaram à responsabilização de diversos profissionais.
Ao longo das investigações, constatou-se que a responsabilidade pelos problemas enfrentados pelo hospital estava diretamente ligada à gestão da instituição. Relatórios do CREMESP indicaram que a falta de pagamento aos profissionais de saúde, o encerramento de serviços e a escassez de insumos afetaram diretamente a qualidade do atendimento.

Como garantir justiça em processos envolvendo médicos?
Dentre os denunciados, Gustavo Khattar de Godoy figurava como um dos acusados, mas a análise dos autos demonstrou que não havia evidências concretas para sustentar qualquer condenação ética contra ele. Os pareceres jurídicos indicaram que não existiam provas que ligassem suas ações a qualquer irregularidade praticada na instituição. Assim, o voto pela sua absolvição foi fundamentado na falta de materialidade para comprovar sua participação nos problemas apontados.
A decisão reforça a importância de uma apuração criteriosa em casos envolvendo a ética profissional de médicos. A ausência de provas concretas que indicassem conduta inadequada levou a não culpabilidade de Gustavo Khattar de Godoy, preservando sua imagem e sua atuação na área da radiologia. A transparência do julgamento e o respeito aos preceitos do devido processo legal foram essenciais para a definição do veredito.
Assim, a absolvição também evidencia a complexidade da gestão hospitalar e as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde em ambientes de crise. Muitas vezes, problemas administrativos podem impactar o funcionamento das unidades de saúde, sem que os profissionais diretamente envolvidos no atendimento aos pacientes tenham responsabilidade sobre tais questões. Dessa forma, é fundamental distinguir entre falhas administrativas e eventuais responsabilizações individuais.
Como garantir um julgamento justo para profissionais da saúde?
Com o trânsito em julgado da decisão, Gustavo Khattar de Godoy pode seguir com sua carreira sem qualquer tipo de sanção ética. A decisão fortalece sua credibilidade profissional e reforça a necessidade de critérios rigorosos na avaliação de casos semelhantes. O CREMESP, ao concluir a investigação com isenção e baseando-se nas provas apresentadas, garantiu um julgamento justo.
Este episódio também destaca o papel fundamental das entidades reguladoras na manutenção da ética profissional na medicina. O compromisso com a transparência e a justiça é essencial para assegurar que profissionais competentes não sejam penalizados injustamente. Casos como esse ressaltam a relevância do devido processo legal na preservação da dignidade profissional dos médicos.
Autor: Vondern Samsyre